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20 DE dezembro DE 2017 COMENTÁRIOS

 

Lays nasceu em uma cidade pequenininha, mas isso não a impediu de sonhar grande. Desde lá de Mozarlândia já desenhava o seu futuro. E não é só um modo de falar, ela dizia desde criança que faria disso sua profissão.

Cresceu, tornou-se mãe aos 17, e isso só fez crescer a determinação em viver da arte.

Tornou-se tatuadora logo depois que seu filho completou um ano. De lá pra cá já se passaram sete anos, e o amor pelo desenho tem crescido junto com sua cria.

E pra esse Natal, a gente conversou com ela e descobriu um monte de coisas legais sobre sua história e o jeito que ela comemora o Natal. Saca só:

 

Conta pra gente um pouco sobre você, sua história e sua relação com o Natal.

Cresci em um lar onde não faltava amor, mas nele não tinha Natal. Minha família vem de uma religião muito rigorosa, e dentre as regras não participar de algumas comemorações como  Páscoa, Carnaval, festa junina, halloween e Natal.

Pra deixar a história mais peculiar, o universo me fez nascer numa cidade muito pequenininha, chamada Mozarlândia. Era a combinação perfeita para criar uma garota tradicional e conservadora.

Mas, pra compensar tudo isso, eu nasci com um trunfo: criatividade.

Foi ela que me fez mudar o rumo dos meus caminhos e seguir para um destino muito mais colorido.

 

E de lá pra cá o que mudou? E o que você mais gosta no Natal?

Por não ter tido uma conexão com o Natal desde criança e não ter sido apresentada aos seus simbolismos ainda nessa fase, eu hoje gosto do que eu poderia gostar já naquela época: as luzes.

Era impossível que eu não tivesse contato com o visual do Natal, mesmo sendo proibido falar dele e comemorá-lo.

E independente de qualquer regra, isso eu sempre achei lindo. Eu esperava ansiosa pelo final do ano, pra eu poder ver qual era a casa mais enfeitada, o pisca-pisca mais bonito, a maior árvore…

E é disso que eu mais gosto ainda hoje: ver as luzes de Natal.

 

E do que você não gosta no Natal?

Às vezes relembro os Natais tristes que tive… Enquanto todos estavam comemorando, o cheiro de comida maravilhosa no ar, as músicas natalinas, nós tínhamos que ficar em casa e ter uma noite bem simples, pra não chegar nem perto de ser uma comemoração.

Não gosto de relembrar esses dias. Mas faz parte da minha história, mesmo que me deixe com um nó na garganta.

 

Hoje em dia, como você costuma passar o Natal?

Atualmente tenho passado na casa da minha sogra. Lá me sinto dentro dos filmes sobre Natal: uma mesa grandona, com vários pratos diferentes. Árvore de Natal grande e vários presentes embaixo dela.

No primeiro ano que passei lá teve até Papai Noel. E pensando aqui agora, acho que foi a primeira vez que ganhei um presente dele. Eu realmente gosto disso.

 

E o Natal deste ano, como vai ser?

O Natal desse ano vai ser antecipado. Minha sogra estará viajando, então, ela vai fazer uma comemoração adiantada. Vai ser legal, ela cozinha muito bem e já estou ansiosa para comer muito!

No dia mesmo do Natal, acredito que estarei em casa com meu esposo e meu filho. Provavelmente pediremos uma ceia no iFood e comemoraremos ao lado do cacto enfeitado com pisca-pisca, que fizemos pra esse ano, ao som de uma coletânea de músicas natalinas escolhida do YouTube.

 

Qual foi o Natal mais inusitado que você já teve?

Acho que deve ter sido o primeiro ano em que comemorei o Natal. Eu estava morando em Goiânia, tinha vindo pra terminar o ensino médio e estava morando sem meus pais pela primeira vez.

Uma amiga do terceiro ano mal acreditou quando eu disse que nunca havia comemorado essa data. Então, ela me convidou pra passar o Natal com a família dela. Foi uma coisa muito legal de uma amiga fazer, e nunca me esquecerei disso.

As pessoas da família dela acharam engraçado, perguntavam onde estava minha família e por que eu não estava com eles. Mas nesse dia não teve tristeza, não teve cheiro da comida dos outros, não teve as músicas dos outros, porque nesse dia, eu estava com os outros.

 

Se você pudesse fazer um pedido neste Natal pra 2018, qual seria?

Se eu pudesse fazer um pedido com a certeza de que seria atendida, eu seria bem clichê e pediria para o mundo ficar em paz. Pediria que todos aprendessem a respeitar a religião de cada um (ou a falta dela), já que o que mais gera problemas entre os seres humanos são suas crenças.

Se cada indivíduo entendesse que pode acreditar no que quiser, mas não precisa forçar o outro a fazer o mesmo, se deixassem a religião fora da política, o mundo seria um lugar de paz.

No Natal da Lays não tinha árvore, presente, pisca-pisca e nem comemoração. Mas agora tem tudo isso e não vão faltar luzes e muito amor!

E o seu, como vai ser? Compartilhe com a gente usando a hashtag #PraCadaNatalUmNatalFujioka, dê uma passada em uma das nossas lojas e não deixe faltar nada no seu Natal!

Boas Festas!